Ao Diário do Nordeste ele explicou que em 2014 irá se debruçar ainda mais sobre o tema seca e disse esperar um apoio de todos os seus pares na Casa Legislativa. Ele informou ainda que já protocolou o pedido para criação da Comissão de Acompanhamento da Seca. "Eu tenho a obrigação como deputado, como pessoa que quer o bem para o Estado, de acompanhar essa problemática mais de perto", apontou.
Segundo informou, no período de longas secas no decorrer dos anos no Ceará, equipamentos importantes para o desenvolvimento do Nordeste foram criados como a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Para ele, nesse momento, em que há a possibilidade de um quarto ano com estiagem, é importante que os parlamentares e governos se debrucem para a constituição de algo que traga benefício à região.
"Vou cobrar da presidente Dilma Rousseff que resolva até o final do ano a questão da Transposição de águas do Rio São Francisco, para que o programa já entre este ano no Ceará. É o mínimo que ela pode fazer para o nosso Estado", apontou. Ele disse ainda que estudos comprovam que o efeito El Niño está se formando no Oceano Pacífico, e caso atinja o pico máximo em novembro de 2014, poderá influenciar na quadra chuvosa de 2015, o que acarretará na possibilidade de um período chuvoso abaixo da média e de forma irregular, também no Nordeste.
Comparar
"O Estado não aguenta quatro secas seguidas não. Neste ano teremos a maior quantidade de êxodo rural saindo das periferias das pequenas cidades para as médias e grandes cidades. Isso é só comparado com o que houve na década de 1960", lamentou.
Segundo ele, o novo colegiado funcionará como qualquer outro grupo da Casa, mas ressaltou que irá em busca de novos dados da seca no Ceará, discutir o que foi feito, comparar o que já foi realizado na Comissão da Seca do ano passado, além de constituir um novo calendário de visitas e de andamento de obras. "Vamos fazer muitas cobranças. Essa será uma comissão especial não da seca, mas de acompanhamento das ações de combate à estiagem", disse ele.
O parlamentar disse estar muito preocupado com a situação, pois a perspectiva tanto da Funceme como de órgãos nacionais é de uma quadra chuvosa irregular. Segundo disse, o Ceará teve ao longo de pouco mais de cem anos, pelo menos 30 secas, o que corresponde a três secas a cada dez anos, e isso com quadra chuvosa irregular.
"As pessoas que moram no semiárido têm que se preparar. Como vai ser este ano com seca e o ano que vem com seca? Quatro anos com seca? Ninguém aguenta. Não quero assustar ninguém. A Sohidra pode melhorar o seu trabalho, avançar. A Coelce também precisa avançar", disse.
Já o deputado João Jaime (DEM), que presidiu a comissão especial da Seca disse que o Governo tem explicado que não tem dinheiro para todas as obras de combate à seca e ressaltou que somente a Assembleia Legislativa tem uma campanha para economia de água. "O Governo de São Paulo começou uma campanha concedendo 30% de desconto para quem economizar água. Está na hora de o governador tomar o problema para si e não deixar com Defesa Civil e nem a Secretaria de Desenvolvimento Agrário".
Celulares
Sobre a CPI da Telefonia Móvel, o deputado Welington Landim disse que até o final deste mês, a CPI da Assembleia irá dar uma resposta à sociedade sobre os levantamentos feitos e as arguições realizadas com operadoras, que segundo disse, serão punidas ao término do Inquérito. Ele disse ainda que chegou à conclusão de que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) "não serve para nada" no Estado do Ceará.

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